Retrospectiva eletrônica 2013 para Bizz

Sim, você leu certo: Bizz. A revista que todo trintão brasileiro cresceu lendo tentou um tímido retorno no fim de 2013. Foi uma edição extraordinária, analisando os principais fatos da música em 2013 e homenageando Lou Reed. Passou um pouco batido pelo público, mas ficou bem legal. Continua no ar e custa apenas $5. Corre aqui.

Minha colaboração para a edição veio pautada como um resumo da música eletrônica em 2013 e acabou se transformando numa argumentação da idéia de que ‘música eletrônica’ pura e simples não existe num espectro maior. Fora do nicho ultra-especializado e longe do poperô-raver, a eletrônica se presta à todo tipo de misturas. Os destaques vão de MIA à Trentemoller passando por Jamie Lidell e DARKSIDE.

Screen shot 2014-02-03 at 9.22.03 PM

Tomei a liberdade de publicar um trecho abaixo. O conteúdo todo envolve uma porção de imagens, boxes especiais com conteúdo extra e vídeos. Já disse, mas vou repetir: custa cincão, tá bom à beça e você pode ler no site, no tablet e no celular. Go for it.

MAIS DO QUE NUNCA, A MÚSICA ELETRÔNICA SE CONFUNDE COM O REGGAE, O DUB, O ROCK, O POP E DIVERSOS OUTROS GÊNEROS. QUE O DIGAM ARTISTAS TÃO INFLUENTES QUANTO M.I.A. E DAFT PUNK

Já foi menos complicado definir música eletrônica. Há 20 anos, se falava em house, techno, trance e olhe lá. Tanto o advento de novas tecnologias digitais como a maior aceitação da cultura clubber pela indústria musical tornaram o termo bastante elástico. A tal música eletrônica hoje se dilui e flerta sem disfarces com o jazz, o rap, o pop, o rock, a bossa nova, batucadas regionais e praticamente qualquer ritmo que você imaginar. Exemplo claro disso está no álbum homônimo do inglês #Jamie Lidell, lançado em fevereiro: faixas como You Naked podem ser classificadas de música eletrônica com vocais, um tipo atualizado de soul music à base de sequenciadores e teclados ou as duas coisas ao mesmo tempo?
Projeto lado B do chileno-americano Nicolas Jaar e do guitarrista londrino Dave Harrington, o #DARKSIDE comprova igualmente a simbiose entre a eletrônica e “tudo o mais”. Psychic, disco que chegou às lojas em outubro, revela-se essencialmente eletrônico, mas tem vocais, guitarras e distribuição pelo Matador, tradicional selo indie-rock. Com o álbum Lost, o dinamarquês #Anders Trentemøller também protagoniza um movimento da eletrônica “pura” em direção ao formato mais próximo da canção. O disco abre espaço para a participação de artistas normalmente movidos a guitarras. Há músicas com a banda #Low (The Dream), o vocalista do#Raveonettes, #Sune Rose Wagner (Deceive), o líder do #Drums, #Jonny Pierce (Never Stop Running), e a cantora #Marie Fisker (Candy Tongue).

 

About gaia passarelli

Freelance writer and traveler, based in Sao Paulo, Brazil.

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  1. Pingback: Ouça: FKA Twigs | gaía passarelli

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