Entrevista: Toro y Moi para MTV Brasil

[original aqui]

ENTREVISTA MTV1: TORO Y MOI

Postado Gaia Passarelli // festivalEntrevistalollapaloozatoro y moiLollapalooza Brasil

Eu já falei com Chaz Bundick antes: foi a primeira entrevista gringa que fiz praMTV, na época do Goo, comecinho de 2011. Na ocasião ele estava animado com a recepção em torno de seu primeiro álbum, ‘Causers of This’. É um cara tímido, que certamente prefere deixar a música falar sozinha e não se sente confortável explicando o que faz para curiosos.

Passados dois anos, voltei a falar com o produtor, que assina o projeto Toro y Moi, pelo telefone. Continua o mesmo cara tímido, quieto, beirando o desconfortável.

A diferença é que agora tem três ótimos álbuns com seu nome no currículo (o já citado mais ‘Underneath the Pine’ e ‘Anything in Return’, todos pela Carpark Records), shows em grandes festivais globo afora, elogios da crítica mundial e projetos paralelos.

“Não há muita diferença”, diz Chaz sobre o Toro y Moi de 2011 e 2013. “Mas é definitivamente melhor. Nós somos melhores músicos, e o som está melhor. Todo show que tocamos nós ficamos melhores”, disse, em entrevista por telefone.

‘Causers of This’ foi, na época, um ótimo disco. Mas é no terceiro lançamento, do começo desse ano, que Chaz mostra amadurecimento considerável como músico e criador. Longe dos clichês melódicos lo-fi da chillwave (um termo que tudo quanto é crítico e jornalista musical usou entre 2010-11) o produtor se mostra tranquilo em terreno dançante e criativo, inspirado na soul-pop de Stevie Wonder.

Chaz tem dois projetos paralelos: Sides of Chaz e Le Sins, parte do cast do discreto selo Jiaolong, do produtor Dan Snaith (Caribou). Os dois devem lançar algo juntos. “É bem eletrônico, tem um pouco de house. Dance music”. Segundo Chaz, será lançado “provavelmente no verão”.

Chaz Bundick e seu Toro y Moi fazem parte do lineup do Lollapalooza Brazil (sábado dia 30/03, e quarta 03/04 no aniversário de 2 anos da casa de shows Beco 203) mas já estiveram no Brasil antes, ocupando um dos palcos do Festival Planeta Terra, em 2011 (o mesmo dos Strokes, Beady Eye, Interpol).

Sobre essa viagem ele mesmo não se lembra de muita coisa: “Foi um grande festival, um bom show. Mas no dia seguinte eu tive um dia difícil no aeroporto…” e guarda qualquer traço de inquietude para a música que produz. “Estou trabalhando em mais música. Estou sempre trabalhando em novas músicas. E também quero relaxar um pouco, ficar um tempo sem fazer shows”.

About gaia passarelli

Freelance writer and traveler, based in Sao Paulo, Brazil.

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