Entrevista Paul Banks para MTV1

Leia aqui.

Paul Banks

 

PAUL BANKS OFF-INTERPOL: BOXE, SURFE E UM NOME PORNOGRÁFICO

Postado Gaia Passarelli // Paul BanksinterpolCine Joia

Paul Banks gosta de surfar. Essa é uma das coisas sobre ele que eu não sabia e fiquei sabendo quinta-feira passada. Banks falou comigo por telefone, direto de Panamá City, onde estava pegando onda. E se a menção desse nome e práticas aquáticas na mesma frase faz você pensar em Paul Banks dentro d’água sem camisa, não se preocupe:

O motivo do papo, que durou uns dez minutos, foi o show que Banks fará solo, sem o Interpol, em São Paulo essa semana (veja serviço abaixo) em mais uma campanha de crowdfunding bem sucedida promovida pela Playbook.  O show, que acontece quinta-feira (14) no Cine Joia, traz canções dos dois álbuns solo de Banks, mas deixa de fora a soturna cover de Frank Sinatra que lançou em EP em 2012:

Simpático, Banks explicou que lançou seu primeiro disco solo com a alcunha Julian Plenti (“um nome quase pornográfico”, foi ele que disse!) porque esse era o nome artístico que imaginava usar quando compôs suas primeiras canções, ainda na faculdade. “Depois de fazer isso eu me senti satisfeito, e fui em frente usando meu próprio nome”.

Banks começou a compor bastante cedo, mas demorou para começar a lançar suas próprias canções. ‘Julian Plenti is… Skyscrapper’ só saiu em 2009, sete anos depois do festejado debut do Interpol, ‘Turn On the Bright Lights’. Por isso, diz, tem material para mais discos: “Eu sempre escrevi música, mas cheguei atrasado, digamos, quando se trata de lançá-las. Mas eu certamente vou continuar a compor e já tenho músicas para outro disco”.

O músico não se aflige com a expectativa dos fãs do Interpol que vão vê-lo. “Eu nunca leio fórums e comentários. Eu sei que vários fãs do Interpol vão aos meus shows solo e eu imagino que eles continuem indo porque gostam do que ouvem. Não me entenda errado, a opinião dos fãs é importante pra mim mas é que, quando se trata de música, eu faço pra mim e apenas espero que as pessoas gostem”.

A necessidade de explorar outras inspirações é diferença entre trabalhar com o Interpol e sozinho. “Quando eu estou com o Interpol, eu estou cantando as canções que Daniel (Kessler, guitarrista do Interpol) compõe. Elas são fantásticas e é por isso que eu me juntei ao Interpol. Eu era um artista solo e quando conheci Daniel e Carlos (Dengler, baixista) eu fiquei realmente entusiasmado pela música eles e me tornei um colaborador. É uma experiência e tanto trabalhar com outro compositor, porque juntos vocês criam algo que não existiria se você estivesse sozinho. Mas eu tenho esse impulso e gosto muito de trabalhar sozinho e ter controle do começo ao fim do processo. Então são satisfações e experiências bastante diferentes, tudo isso baseado em inspiração e criatividade”.

Essas inspirações também vêm do tempo livre de Banks. Quando não está tocando ou compondo (ou surfando “sempre que pode”) ele gosta de nadar, de ler… e de lutar boxe. “É algo que comecei há pouco. Você se sente cansado, machucado e relaxado depois de lutar. Eu gosto de aprender coisas novas, é meio como eu meço o tempo. Acho que é esse o motivo dessa vida. Eu gosto de me interessar por coisas novas e aprendê-las”.

About gaia passarelli

Freelance writer and traveler, based in Sao Paulo, Brazil.

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