David Bowie do Dia #008 para MTV1

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DAVID BOWIE DO DIA #008 – SOUL TRAIN

Postado Gaia Passarelli // david bowiesoul traindavid bowie do dia


Bowie no set do programa Soul Train

A saga do Bowie do Dia continua! É impressionante a quantidade de coisas disponíveis sobre Bowie nas interwebz. Um fã nos anos 90 (ou mesmo no começo dos anos 00) teria dificuldade em saber tantas coisas sobre seu ídolo, mas em 2013 está fácil.

Isso, claro, é aumentado pelo fato de que Bowie foi bastante generoso com seus fãs ao longo da vida, falando sobre sua vida na TV e rádio, posando para incontáveis fotografias, criando videoclipes, atuando no cinema e no teatro e, bom, sendo fabulosamente criativo e talentoso nesse meio tempo #fangirl.

Bom, daí que um desses momentos históricos/incríveis que poderia ter ficado esquecido no tempo se não fosse o YouTube é essa apresentação de Bowie no extinto programa de TV norte-americano Soul Train.

Muita gente afirma erroneamente que Bowie foi o primeiro artista branco e a se apresentar no Soul Train. Esse papel coube, na verdade, a um filho de Detroit, o guitarrista Dennis Coffrey (é fantástico, veja aqui). Mesmo assim a quebra de barreiras era um ponto importante da apresentação, e Bowie encarou o papel com nervosismo considerável, como dá pra notar no vídeo.

O Soul Train ficou no ar direto entre 1971 e 2006, com apresentações de artistas do funk e da soul music (e disco e jazz e hip hop e pop). As sequências de dança são sensacionais e algumas apresentações são históricas. Para Bowie, que acabava de entrar numa fase soul, estar no Soul Train era ser aceito pelos músicos negros norte-americanos pelo qual ele estava tão inspirado. Era um statement.

‘Fame’ está em Young Americans, álbum de 1975 (falei dele aqui) gravado na Filadélfia durante interrupções da tour de Diamond Dogs. Segundo Tony Visconti, produtor do álbum, ‘cerca de 85% do álbum foi gravado ao vivo’. Era uma forma de aproximar a experiência de estúdio do som que Bowie queria emular, as canções carregadas de metais e demais arranjos instrumentais do Philly Soul.

Essa fase, que alguém definiu como plastic-soul, foi responsável por romper a relação de Bowie com os muitos fãs ingleses que o acompanhavam desde a explosão de Ziggy Stardust. Ao invés da figura andrógina, abusada e glamurosa cantando rock’n’roll, os fãs viram um Bowie bastante norte-americano, vivendo em Los Angeles, usando ternos estruturados e cantando por cima de saxofones.

A próxima persona de Bowie viria logo: o Thin White Duke, do álbum ‘Station to Station’ (que tem ‘Golden Years’, também apresentada no Soul Train), em 1976, quando a influência da black music começou a ganhar tons de kraut-rock e da música moderna e sintética feita na Alemanha. Assunto pra outro post…

About gaia passarelli

Freelance writer and traveler, based in Sao Paulo, Brazil.

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